Há sete anos, minha bebê, com apenas 15 dias de vida, enfrentou uma das maiores batalhas que uma mãe poderia imaginar.
Tudo começou com uma bronquiolite, mas o quadro se agravou rapidamente. Minha filha teve paradas respiratórias, infecções, comprometimento dos pulmões e chegou a ficar em coma, entubada e internada na UTI. Foram quase dois meses entre internação e alta.
Foram dias de muito medo, angústia, lágrimas e incertezas. Mas, em meio a tudo isso, Deus colocou pessoas maravilhosas em nosso caminho: enfermeiros, médicos e tantos profissionais que cuidaram da minha filha com amor e dedicação.
Mas, entre todas essas pessoas, Deus colocou um anjo especial em nosso caminho: a fisioterapeuta Dra. Paula Patelli.
Naquela época, por sua competência e profissionalismo, Paula foi designada para acompanhar minha filha durante todo aquele período. E ela não foi apenas uma excelente profissional. Para mim, como mãe, ela foi um verdadeiro instrumento de Deus.
Nos momentos em que eu estava mais desesperada, ela aparecia com aquele sorriso no rosto, aquele semblante tranquilo e dizia: “Vai dar certo. Confia. Por mais assustador que esteja, vai dar certo.”
E aquelas palavras tinham um peso enorme para mim. Porque, quando eu olhava para ela e via a segurança e a tranquilidade com que ela cuidava da minha filha, eu conseguia respirar um pouco e acreditar que tudo ficaria bem.
Mas existe uma lembrança daquele período que jamais saiu da minha memória.
Era um domingo muito chuvoso. Eu estava na UTI com outra mãe que também acompanhava seu filho. Durante a fisioterapia, essa mãe comentou que estava com muita vontade de comer um doce.
Paula, que havia ganhado um pedaço de bolo, disse que antes de ir embora voltaria para compartilhar um pedacinho com nós duas.
O dia passou.
Em determinado momento, Paula estava na copa da UTI cortando aquele bolo. Foi quando, de repente, eu olhei para minha filha e percebi que ela estava ficando roxa. Os aparelhos começaram a disparar. Um alarme, depois outro.
Eu entrei em desespero e gritei pelo corredor: “Enfermeira!”
E quem saiu da copa naquele momento foi a Paula.
Ela perguntou: “Michelle, o que aconteceu?”
Eu respondi: “Paula, minha filha está passando mal!”
E, imediatamente, ela entrou no quarto. Com agilidade, experiência e segurança, iniciou o atendimento e os procedimentos necessários para reverter aquela situação.
Foi um daqueles momentos em que tudo poderia ter terminado de uma maneira muito diferente.
Mas Deus, em Sua infinita misericórdia, permitiu que desse tudo certo.
Hoje, sete anos depois, minha filha está ótima, saudável e cheia de vida. E quando olho para trás, não consigo deixar de lembrar de todas as pessoas que Deus colocou naquele caminho para nos ajudar.
Mas, especialmente, não consigo esquecer da Paula.
Paula, talvez você nunca tenha dimensão do significado que teve na nossa história.
Você não cuidou apenas da minha filha. Você também cuidou de mim quando eu mais precisava. Você me transmitiu esperança quando eu estava com medo, tranquilidade quando eu estava desesperada e confiança quando tudo parecia estar perdido.
Você foi profissional, competente, humana e, acima de tudo, um instrumento de Deus em nossas vidas.
Hoje, sete anos depois, eu quero deixar registrada a minha gratidão.
Obrigada, Paula, por cada cuidado. Obrigada por cada palavra. Obrigada pelo seu profissionalismo. Obrigada pelo seu carinho. Obrigada por aquele sorriso que tantas vezes me tranquilizou. Obrigada por ter sido exatamente a profissional que minha filha precisava naquele momento.
E obrigada, principalmente, por ter sido um anjo que Deus colocou no nosso caminho.
Minha filha cresceu. Aquele momento passou. A UTI ficou para trás.
Mas a gratidão permanece para sempre.
Que Deus continue abençoando sua vida, suas mãos e sua profissão, porque profissionais como você fazem muito mais do que cuidar de pessoas: eles ajudam a salvar vidas e deixam marcas que o tempo jamais apaga.
Com eterna gratidão, Michelle.